Ib and her Husband, 1992, Lucien Freud, óleo sobre tela, Coleção privada

Evoluir na qualidade da cama onde se dorme, não obstante ser aparentemente um ato sem significado de maior, torna-se afinal num dos mais marcantes no nosso desenvolvimento pessoal, abrindo espaço para SleepCoaching, ou seja, para o ensinamento/treinamento de como se deve dormir para uma maior longevidade com saúde.

E isso, não só quanto à procura de conforto como objetivo final – frequentemente o único presente no desenvolvimento pessoal -, mas principalmente pelo determinante papel, nunca suficientemente relevado, que a cama tem na obtenção de maior longevidade com qualidade de vida.

Alguma inconsciência social existe no que respeita aos efeitos dos materiais utilizados na construção de colchões – que são os elementos constitutivos essenciais das camas -, designadamente pela introdução de materiais químicos derivados do petróleo, ou materiais resultantes de processos químicos envolvendo enxofre e calor (vulcanização do latex) na respetiva produção, desde meados do século XX.

Em geral, não se dá grande importância à qualidade das camas mas elas são vulgarmente constituídas por colchões feitos de espuma de poliuretano, de espuma de borracha e similares, isto é, derivados do petróleo muito nocivos.

Outro material muito divulgado é o latex, rotulado de natural ou sintético. O sintético, como a própria designação indicia, é nocivo por natureza; o latex dito natural sofre, para o seu processamento de estruturação como colchão, como referido acima, uma vulcanização que é um tratamento químico de igual modo extremamente nocivo.

Estes materiais nocivos permitem custos relativamente muito baixos no que concerne à vertente financeira da aquisição da cama mas comportam riscos relativamente muito elevados no que se refere ao bem-estar e longevidade dos respetivos utentes.

Como tal, evoluir na qualidade da cama não deve ser apenas uma questão de conforto incremental, terá antes de se pautar por uma atenção especial quanto aos efeitos dos respetivos materiais, que não são inertes, que respiram, e os quais, no fundo, dão corpo aos colchões.

Uma vez tomada consciência sobre uma situação de perigo derivada de camas com colchões nocivos, há que agir quanto antes de modo a estancar a emissão dos COVs (compostos orgânicos voláteis), resultante da permanência desses colchões, não apenas e em especial no quarto de dormir, como em toda a habitação.

Neste âmbito, a parceria da RR com a Hästens resulta de uma curadoria atenta, descrita em theUtmostSleep®, já que se trata de uma marca que, há mais de 173 anos, se mantém irredutível quanto à introdução de materiais nocivos na constituição dos seus produtos.

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o mito das camas duras

Um dos mitos mais populares é que se deve dormir numa cama quanto mais dura melhor.

É um mito que existe desde antes da internet, pois noutro caso poder-se-ia dizer que era mais um daqueles estudos que se tornam virais, embora sem qualquer sustentação.

Haverá situações, traduzidas por diagnósticos clínicos específicos, que sim, poderão eventualmente exigir posições de dormida especiais. Serão talvez recomendáveis, mas apenas para tais situações muito especiais. Nunca de forma generalizada.

O corpo não é plano – não é uma tábua para assentar noutra tábua – logo algo tem de ceder. Se não cede a cama, ou o colchão, terá de ceder o corpo.

Nas pessoas que dormem sobretudo de lado, que são a esmagadora maioria, esta situação é particularmente grave. Ao dormir numa cama/colchão duro, todo o corpo estará sob pressão, mas principalmente os ombros e as ancas, onde se concentra o peso.

Tal pressão provoca em constrangimentos na circulação sanguínea. Ora, o corpo, defendendo-se automaticamente desses constrangimentos, faz movimentos, designadamente as grandes mudanças de posição, que, nas pessoas com sono leve, são muitas vezes responsáveis por despertar a meio da noite.

Esta é apenas uma das consequências da opção por camas/colchões duros, uma opção baseada num mito sem qualquer fundamento.

Nas camas das marcas em parceria com a RR,  a arquitetura é pensada para ceder onde há pressão, mantendo o suporte adequado em todas as outras zonas. Numa frase: As camas Hästens acompanham as curvas do corpo.

Tal arquitetura é obtida por dois ou mais sistemas de molas ensacadas individualmente, envolvidas por diversas camadas de materiais naturais, o que permite que apenas cedam as molas necessárias nas zonas em que existe pressão. É como se não se tratasse de uma cama ou um colchão, mas de centenas deles, cada um a funcionar de forma independente.

Como as molas são independentes, funcionando cada uma por si, como são várias “camas” e não uma única, os movimentos de um dos lados praticamente não afeta o outro lado da cama. É como se cada pessoa dormisse na sua cama individual. Os benefícios disto são dificilmente quantificáveis, mas conhecem-se os prejuízos para o bem-estar e para a qualidade de vida de quem vê o seu sono ser interrompido ou limitado pelos movimentos ali ao lado.

A opção por uma cama/colchão de materiais naturais

O perigo, por não se ver não significa que não esteja lá. Na sua grande maioria, os colchões são fabricados com produtos sintéticos, derivados do petróleo, tóxicos.

Mesmo os colchões de latex, material de origem natural, são submetidos a tratamento químico – vulcanização – de modo que o latex que é líquido quando é colhido da árvore da borracha, possa tomar a forma de colchão.

Não é economicamente viável tornar inertes esses materiais tóxicos, donde que, com o passar do tempo, para além dos mesmos contaminarem o ambiente do quarto de dormir, libertam partículas que acabam por ser respiradas durante as milhares de inalações que ocorrem durante a sono.

A opção por materiais naturais e, dentro destes, os mais puros, é uma questão de saúde. É assim que se cria o ambiente mais saudável para dormir.

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