The Persistence of Memory, Salvador Dali, 1931, óleo sobre tela. MoMA

Na _noage_ pretende-se reunir peças efetivamente ou potencialmente intemporais, criadas por autores reconhecidos, ou de marcas com história, selecionadas no âmbito utmost and bespoke®, isto é, masterpieces nunca produzidas massivamente.

A seleção não recua para lá do movimento moderno Bauhaus, estendendo-se até aos dias de hoje, em que os fundamentos que conduziram ao modernismo das primeiras décadas do séc. XX se mantêm presentes.

Como refere Dominic Bradbury sobre o século XX, em ‘Mid-Century Modern Furniture’, “O período de meados do século foi a época de ouro do design de mobiliário. Foi um tempo como nenhum outro, em que inovação se combinou com criatividade para produzir uma extraordinária variedade de mobiliário simultaneamente profunda e ampla.”

 A força da pureza do modernismo inicial não poderia deixar de se fazer sentir em resposta ao pós-modernismo – que regressou quanto baste aos elaborados princípios clássicos -, alimentando o neo-modernismo que novamente rejeita as ornamentações excessivas em benefício de um design simples e funcional, a dar já os primeiros passos nos anos 70 do século XX.

Neste século XXI, o neo-modernismo recupera os elementos principais do modernismo inicial, incorporando os avanços tecnológicos entretanto registados e o fator sustentabilidade no design.

A apresentação das peças _noage_ ao mercado, que aqui é levada a cabo, resulta dum trabalho permanente de curadoria que tem, também, em atenção, de algum modo, a utilidade doméstica das mesmas.

Podem ser peças atuais, de autores cuja mestria derive de vertentes culturais ligadas às profissões tradicionais do respetivo setor, mas não necessariamente.

Como podem ser peças datadas no tempo, as quais conservam toda a funcionalidade que inicialmente lhes foi atribuída, quer do ponto de vista estético, quer do ponto de vista prático.

Edifício Bauhaus (Dessau)

Vários círculos, óleo sobre tela. Wassily Kandinsky, 1926, Museu Guggenheim, NYC