Mito das Camas Duras

Um dos mitos mais populares é que se deve dormir numa cama quanto mais dura melhor.

É um mito que existe desde antes da internet, pois noutro caso poder-se-ia dizer que era mais um daqueles estudos que se tornam virais, embora sem qualquer sustentação.

Haverá situações, traduzidas por diagnósticos clínicos específicos, que sim, poderão eventualmente exigir posições de dormida especiais. Serão talvez recomendáveis, mas apenas para tais situações muito especiais. Nunca de forma generalizada.

O corpo não é plano – não é uma tábua para assentar noutra tábua – logo algo tem de ceder. Se não cede a cama, ou o colchão, terá de ceder o corpo.

Nas pessoas que dormem sobretudo de lado, que são a esmagadora maioria, esta situação é particularmente grave. Ao dormir numa cama/colchão duro, todo o corpo estará sob pressão, mas principalmente os ombros e as ancas, onde se concentra o peso.

Tal pressão provoca em constrangimentos na circulação sanguínea. Ora, o corpo, defendendo-se automaticamente desses constrangimentos, faz movimentos, designadamente as grandes mudanças de posição, que, nas pessoas com sono leve, são muitas vezes responsáveis por despertar a meio da noite.

Esta é apenas uma das consequências da opção por camas/colchões duros, uma opção baseada num mito sem qualquer fundamento.

Na Hästens, que concebe desde 1852 aquelas que são internacionalmente reconhecidas como as melhores camas do mundo, a arquitetura é pensada para ceder onde há pressão, mantendo o suporte adequado em todas as outras zonas. Numa frase: As camas Hästens acompanham as curvas do corpo.

Tal arquitetura é obtida por dois ou mais sistemas de molas ensacadas individualmente, envolvidas por diversas camadas de materiais naturais, o que permite que apenas cedam as molas necessárias nas zonas em que existe pressão. É como se não se tratasse de uma cama ou um colchão, mas de centenas deles, cada um a funcionar de forma independente.

Da engenharia de construção, que vem passando de geração em geração na Hästens, a caminho de dois séculos, resulta outro benefício de inestimável valor que pode mudar, de forma radical, as noites de muitas pessoas.

Como as molas são independentes, funcionando cada uma por si, como são várias “camas” e não uma única, os movimentos de um dos lados praticamente não afeta o outro lado da cama. É como se cada pessoa dormisse na sua cama individual. Os benefícios disto são dificilmente quantificáveis, mas conhecem-se os prejuízos para o bem-estar e para a qualidade de vida de quem vê o seu sono ser interrompido ou limitado pelos movimentos ali ao lado.

Do que é feito o seu colchão?

O perigo, por não se ver não significa que não esteja lá. Na sua grande maioria, os colchões são fabricados com produtos sintéticos, derivados do petróleo e, em muitos casos, tóxicos.

Com o passar do tempo, esses materiais deterioram-se, desfazem-se, libertando partículas que acabam por ser respiradas em milhares de inalações que ocorrem durante a sono.

É mesmo frequente constatar-se, em colchões convencionais, uma diminuição da sua altura e o desaparecimento de camadas inteiras.

A opção por materiais naturais e, dentro destes, os mais puros – pois muitos materiais, embora de origem natural, são objeto de transformações industriais – é uma questão de Saúde. É assim que se cria o ambiente mais saudável para dormir.

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